domingo, 14 de junho de 2009

Pedido de Desculpas.

Olá pessoal, há quanto tempo hein!
Me desculpem por não estar mais fazendo postagens no Blog, mas é que tive uns probleminhas aqui em casa, com meu computador, e fiquei um bom tempo sem acesso à Internet. Aconteceu que caiu um raio aqui perto, em meu bairro, e acabou queimando tudo, e foi isso que me dificultou a vida, mas o problema foi resolvido, e em breve voltarei a fazer belas postagens para vocês, irmãos!

Era isso que tinha a dizer, peço desculpas e em breve voltaremos a rotina normal. Deus abençõe à todos!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A importância da educação cristã na igreja local



PDF Imprimir E-mail
Escrito por ELI DA ROCHA SILVA
29-Apr-2009

Texto baseado nas passagens de Neemias 8.1-12 e Mateus 28. 19 e 20.


A importância do ensino da Palavra no contexto do Antigo Testamento


No livro de Neemias podemos observar a importância do ensino da Bíblia (muito embora ainda não existisse esse conceito) quando notamos que o povo se reuniu para a ouvir.

É interessante que houvesse real interesse pelo livro da lei, pois o texto diz: “E disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel” (Neemias 8.1).

Para que a Palavra de Deus traga resultado para a vida é necessário que as pessoas se reúnam em torno dela, que as pessoas tenham alguém para lhes ensinar e que desejem ouvir.

A Palavra não é discriminadora, pois seus ensinos são para homens mulheres e para todos que a possam entender. Deve-se dar grande importância à expressão entender, pois é isto que faz alguém mudar.

Qual o melhor lugar para se ensinar as Escrituras? No caso de Esdras na praça em frente das portas das aguas (Neemias 8.3). Já com Filipe, na carruagem do servo etíope. Em nosso caso podemos ensiná-la na empresa, nas esquinas ou nas dependências da igreja. Todo lugar é adequado.

Quem pode ensinar e qual o tempo adequado? Esdras era escriba, logo sabia o que estava falando. Assim como Esdras havia outros que tinham capacidade e conhecimento para ensinar, pois eram levitas (Neemias 8.8 e 9). Quanto ao tempo de estudo é dito que eles foram instruídos da alva ao meio-dia, isto é, das 6h às 12h.

Além disso, é necessário destacar a postura dos que receberam os ensinos da Palavra de Deus naquele dia: “E os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei” (Neemias 8.3).

Deve-se salientar também que a leitura do livro da lei trouxe comoção geral: “O povo chorava ouvindo as palavras da lei” (Neemias 8.9). O povo pode perceber o quanto havia errado contra Deus.

Entretanto, aquele dia de leitura da Palavra de Deus devia ser de alegria e não de choro, era dia de se contar que “a alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8.10)


A importância do ensino da palavra no contexto do Novo Testamento


Jesus desejava que sua igreja fosse uma entidade didática. A religião que fundou é uma religião de ensino. Este fato está explícito na grande comissão, em todas as partes convocam para um programa de educação e instrução.

Neste programa o processo de fazer discípulos é o primeiro passo. A própria palavra discípulo significa aprendiz e, por conseguinte, invoca um processo educacional. Não existe melhor maneira de fazer discípulos do que ensinar a verdade que é Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14.6).

O segundo passo é o batismo dos discípulos (integração). O próprio batismo é um instrumento visual no ensinamento do poder salvífico da morte, do sepultamento e da ressurreição de Cristo. Esse ato simbólico deve ser interpretado e esclarecido para todos os candidatos ao batismo.

O estágio final do programa de educação e treinamento é um processo contínuo - a saber, ensinar os discípulos a praticarem o que Jesus mandou. Isto requer um programa que envolve todos os membros da igreja. A conversão e o batismo não são o final do processo, pelo contrário, marcam o seu início. O batismo deve ser seguido por um programa contínuo de educação, caso contrário os convertidos permanecem bebês em Cristo e as consequências serão sérias para eles, para a igreja e para a causa de Cristo. Cometemos um erro grave quando supomos que a grande comissão trata apenas da conversão. Esta é somente a sua parte inicial.


A importância de organizar na igreja um programa de educação cristã


A educação religiosa tem como base o conceito de que Deus se revela como verdade infinita e que o ser humano é capaz de conhecê-lo em parte, mesmo que no aspecto da redenção. Isso deve levar a pessoa humana a crescer na graça e no conhecimento de Cristo até alcançar o pleno conhecimento da verdade.

A educação religiosa tem por objetivo a formação de uma consciência que oriente a conduta do cristão à luz da Palavra de Deus, o seu desenvolvimento de modo a reproduzir nele o caráter de Jesus Cristo, na adoração, no comportamento ético, em todos os aspectos do seu viver e na submissão ao propósito redentivo do amor de Deus (Gálatas 4.19).

O objetivo final da educação religiosa é levar o educando a alcançar a plena maturidade como ser humano criado à imagem e semelhança de Deus.

A educação religiosa, ou cristã - como prefere a CBB - tem duas divisões importantes: divisão de Escola Bíblica Dominical (EBD) e divisão de crescimento cristão.

A divisão de EBD cuida da integração, da formação e da busca da maturidade de cada crente, tendo como ponto de partida o seu nascimento espiritual.

Muitos afirmam que a EBD deve ter caráter evangelístico, muito embora penso que a função dela seja formar discípulos já alcançados (Mateus 28.20). Quanto ao evangelismo, as igrejas têm departamentos próprios para este tipo de trabalho (Mateus 28.19).

Então reafirmo que a EBD trabalha com os alcançados pela evangelização. Mas não é demais dizer que, na ministração das aulas, o professor pode, e deve, levar os seus alunos a uma decisão ao lado de Cristo.

Para terminar afirmo que a EBD, na sua função formativa do caráter cristão no novo aluno, precisa ter no seu quadro docente pessoas qualificadas para o ensino (Romanos 12.7).

Que Deus nos abençoe.

ELI DA ROCHA SILVA

Pastor da IB em Jardim Helena, em Itaquera (SP)

elirocha.pr@ibest.com.br


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Mutilaram a grande comissão



PDF Imprimir E-mail
Escrito por LÉCIO DORNAS
29-Apr-2009

A chamada grande comissão designa o supremo mandado do Senhor Jesus dirigido aos seus discípulos nos momentos que antecederam sua ascensão. Foram palavras fortes e firmes, pronunciadas, creio, com serenidade e seriedade.

Uma possível análise do conteúdo da grande comissão é a que parte de seus verbos, pois, como se trata de um mandado, a indicação da ação pretendida é dada pelos verbos ir, pregar, batizar e ensinar. Na verdade, por estarem no presente contínuo da língua grega, estes verbos ficam mais precisos caso sejam colocados no gerúndio: indo, pregando, batizando e ensinando. Assim, é bem mais consentâneo com a ideia da igreja peregrina (pairokia ): enquanto a Igreja segue sua peregrinação neste mundo vai pregando o Evangelho do Reino, chamando os convertidos ao compromisso do batismo e os discipulando através do ensino da Palavra de Deus.

Ir é viver, pregar é testemunhar, batizar é comprometer, ensinar é amadurecer. Desta forma, Jesus Cristo expôs sua visão para a Igreja que acabara de edificar: a Igreja de Jesus existe para peregrinar. Enquanto peregrina, segue testemunhando do seu Senhor. Á medida que seu testemunho reverbera nas vidas, a Igreja integra-as e compromete-as pelo batismo, tudo isso sem descuidar do ensino das Escrituras, por meio do qual a mente de Cristo vai sendo formada nas pessoas. Como é linda e relevante a visão de Jesus para a sua Igreja!

No entanto, a manutenção da integridade da grande comissão é condição sine qua non para que a Igreja seja essa potência maravilhosa, movida por graça e amor, sonhada pelo Senhor Jesus. Ou seja, é preciso colocar para funcionar a força dos quatro verbos. Privilegiar ou ignorar qualquer deles resulta comprometer toda a visão e, assim, a própria ação histórica da Igreja.

E aqui chegamos a uma realidade muito triste no cenário da Igreja de Jesus no Brasil em nossos dias: mutilaram a grande comissão retirando dela, na práxis da Igreja, o mister educacional. Por difícil que seja, é preciso admitir que, muitas vezes até mesmo em nome de ênfases importantes, até mesmo constantes na mesma grande comissão, a Igreja vem tentando crescer e cumprir seu papel sem encarar o desafio educacional com a seriedade que precisaria para assegurar desenvolvimento sadio, consistente e sustentável.

O problema é que a práxis cristã evangélica precisa fundamentar-se em princípios teológicos sólidos, que só emergem a partir de uma ação educacional correta e efetiva. Tentar chegar a uma prática correta (ortopraxia) sem os valores corretos (ortodoxia) descamba para a religiosidade ou até mesmo para uma reedição hoje do farisaísmo do primeiro século.

Esta mutilação pragmática precisa ser não apenas denunciada, como faz este texto, mas encarada com destemor e assertividade. Corremos sério risco com o descaso vigente para com a educação cristã. Tanto no contexto da igreja local, onde o ensino na Escola Bíblica é praticado de forma amadora, o treinamento segue simplesmente inexistindo na maioria das igrejas, o discipulado ainda sem espaço no cenário e o processo de amadurecimento na vida dos crentes adiado sine die. Não é difícil avaliar o prejuízo que se prenuncia para a Igreja no Brasil se esta tentativa de se observar a grande comissão pela metade não for imediatamente interrompida em favor de uma visão integral do mandado do Mestre.

Na verdade, já temos contabilizado muitos prejuízos. Basta olharmos a discrepância espelhada nas nossas estatísticas. O programa de educação religiosa executado pelas igrejas batistas do Brasil alcança um percentual ainda irrisório do universo batista brasileiro. Tanto na Escola Bíblica Dominical quanto na Divisão de Crescimento Cristão temos o enorme desafio de conquistar, para o programa praticado, a maioria dos membros de nossas igrejas. Infelizmente, o que criticávamos na década de 80 nas denominações então recém-surgidas, onde os membros só frequentavam os cultos, está acontecendo conosco hoje. É nos cultos que a grande maioria dos membros de nossas igrejas se faz presente, não mais das classes de EBD ou nas organizações de treinamento e missões.

O futuro que se prenuncia não é dos melhores. Precisamos encarar o desafio de rejeitar esta versão mutilada da grande comissão, assumindo um compromisso com o ir, o pregar, o batizar e o ensinar... Todas as coisas que o Senhor Jesus nos mandou.

Quem sabe não seja este o momento de assumirmos e revitalizarmos a Escola Bíblica Dominical e nela investirmos com seriedade, consequência e efetividade? O Senhor Jesus deixou claro o nosso dever de ensinar... Façamos isso com dedicação, como exortou o apóstolo Paulo (Romanos 12.7).

Por uma práxis da grande comissão sem mutilações!

LÉCIO DORNAS

Pastor da Igreja Batista Dois de Julho, em Salvador (BA)

lecio-d@terra.com.br


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

A honestidade e a verdade alegram o coração de Deus!



PDF Imprimir E-mail
Escrito por CARLOS ALBERTO MARTINS MANVAILER
23-Apr-2009

“Percorram as ruas de Jerusalém, olhem e observem. Procurem em suas praças para ver se podem encontrar alguém que aja com honestidade e que busque a verdade. Então eu perdoarei a cidade.” - Jeremias 5.1

O profeta Jeremias realmente exerceu o seu ministério em dias difíceis. A atitude do povo de Deus era deplorável. Não é a toa que ele tinha uma vida de lamentações e, por isto, é conhecido como o profeta chorão. Quando lemos o livro de Jeremias entendemos porque aquele homem de Deus vivia em constante tristeza.

Apesar de todo o seu empenho em profetizar ao povo com fidelidade e compromisso com o Senhor, as atitudes e o modo como aquelas pessoas viviam indicavam que nada do que era falado provocava mudança no estilo de Israel. No versículo acima podemos constatar a que nível deplorável chegaram. É lamentável ser necessário um desafio tão contundente quanto o que Deus fizera, por meio do profeta, por uma única razão: a inexistência naquele contexto de pessoas honestas e verdadeiras em Jerusalém. As palavras do Senhor são fortes.

Esta situação me faz lembrar um episódio semelhante. O diálogo entre Deus e Abraão quando este intercede pelos moradores de Sodoma e Gomorra diante da eminente destruição da localidade em razão da promiscuidade reinante. Na resposta divina à Abraão percebemos a mesma intenção de Deus. Isto é, demonstrar a Abraão a gravidade do nível de corrupção moral e de princípios daqueles moradores e que não havia justo digno de ser poupado naquelas cidades, exceto Ló. Se Jeremias ficava triste com a atitude do povo, fico a imaginar o coração de Deus ao ter que expressar palavras como essas. Exatamente falando acerca de Jerusalém, cidade preciosa para ele, pois era capital da terra prometida e entregue ao seu povo. Era local em que o próprio Deus escolheu e permitiu que Salomão edificasse o templo para que os Judeus de todos os lugares pudessem cultuá-lo e adorá-lo. Que tristeza!

É lamentável quando o homem perde o senso de honestidade e dignidade, quando a sua palavra já não tem mais valor. Quando suas atitudes são reprovadas sob todos os aspectos. Sabemos que os homens sem Deus, com raríssimas exceções, pouco se importam em viver uma vida honesta, digna e exemplar em todos os aspectos. Muitos são honestos e dignos em áreas específicas da vida, porém em outras são indignos, desonestos, traidores, invejosos etc.

Nesse caso até entendemos que a desonestidade, a indignidade, a traição, a inveja, a falta de caráter, de verdade e de bons princípios dos indivíduos pertencentes ao mundo é inerente à própria condição daqueles a quem servem: o inimigo, o pai da mentira e do engano. Certamente o maior patrimônio que qualquer indivíduo possui depois da vida e da salvação - para o crente em Jesus Cristo - é a sua dignidade e integridade de caráter. Muito mais ainda quando se trata do povo de Deus, homens e mulheres que um dia assumiram um compromisso com o Senhor. Certamente a expectativa de Deus é que o povo que se chama pelo seu nome seja honesto, íntegro e que se afaste do mal, da desonestidade.

Isto fica claro quando pensamos na situação existente em nosso país, na qual a verdade e a honestidade têm sido banalizadas exatamente por alguns daqueles que deveriam vivê-las - e me refiro aos detentores de cargos públicos em especial, aqueles responsáveis por bem gerir a coisa pública. Para nós o mais grave é que, muitas vezes, nos deparamos com detentores de cargos públicos que dizem ser pertencentes ao povo de Deus, mas que, a exemplo dos moradores de Jerusalém, suas ações e atitudes não expressam honestidade e muito menos verdade.

É triste, mas esta tem sido a dura realidade! Certamente Deus quer Jeremias neste tempo. Que nós, como servos do Senhor, levantemos a nossa voz para desafiar aqueles que têm vivido uma vida com base na desonestidade e na mentira. Que optem pelo arrependimento enquanto é tempo, pois Deus quer perdoá-los. O desejo ardente do nosso Deus é que vivamos com base na honestidade e na verdade. Isso é honrar o nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

CARLOS ALBERTO MARTINS MANVAILER

Membro Igreja Batista Nova Jerusalém, em Porto Velho (RO)

camanvailer@ig.com.br


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Seguir ou servir?



PDF Imprimir E-mail
Escrito por MANOEL DE JESUS THÉ
23-Apr-2009

Nossos pregadores dão muita ênfase no servir e pouca no seguir. Quando lemos nas escrituras o modo de agir do senhor Jesus Cristo o que percebemos? Percebemos que Cristo deu ênfase ao chamado e depois ao serviço. Nos três anos e meio que esteve entre seus apóstolos, Cristo deu ênfase ao ensino, pois eles precisavam aprender a segui-lo. É muito mais difícil aprender a seguir do que servir.

Vamos ilustrar um fato importante. Quando um médico com grande habilidade opera um crente ele serviu a Cristo, mas o fez inconscientemente. Quando um pastor exerce com grande fidelidade o seu ministério ele serviu a Cristo. Não se espantem! Se ele é convertido ou não é outro assunto. Ser pastor é também um fazer. Aliás, nossos seminários, os “ministérios” que se ocupam hoje em divulgar certos modelos de gerenciamento de igrejas, ensinam o servir, mas não podem transmitir o seguir.

Posso servir a Cristo sem o seguir, mas não posso segui-lo sem o servir. Vejam o cuidado rigoroso que Cristo teve em escolher seus seguidores e vejam como ele dispensou muitos servidores. Por que isto aconteceu? Porque segui-lo é fundamental. Tanto para a salvação como para a missão. Olhemos para a história da Igreja. Quem são os que até hoje reverenciamos como nossos heróis antepassados? Os que o seguiram, certamente. Grande parte deles foram mártires. E por que? Porque o estavam seguindo. Podemos substituir pessoas que estão servindo a Cristo, mas jamais podemos substituir os que morreram por ele. Viram qual é o mas importante?

Seguir a Cristo tem uma direção, tem um alvo, tem um fim, tem um custo, tem um chamado, tem um cálice a ser bebido. E muitas vezes tem a morte pela frente. Servi-lo nem sempre incorpora alguns desses quesitos.

Servir envolve tempo, energias, capacitação, dons etc. Segui-lo envolve caráter, conduta, adoração, culto e, às vezes, até mesmo solidão. É um sair e estar no mundo sem mais pertencer a ele. Ainda bem que, no sair, encontramos outros que também saíram. Imediatamente a união se estabelece. Os solitários reconhecem um ao outro. Logo descobrem que são filhos do mesmo pai e, acima de tudo, que são membros de um corpo. Em qualquer lugar que os dois solitários se encontrarem ali está a Igreja. Que coisa gloriosa Deus engendrou. Só ele mesmo! A Deus toda a glória!


MANOEL DE JESUS THÉ

Pastor da Igreja Batista Ebenézer, em São Paulo (SP)

manoeldejesus.the@gmail.com


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Pecados são como flunfas



PDF Imprimir E-mail
Escrito por JOSIMAR DE ASSIS ROQUE JÚNIOR
23-Apr-2009

Você sabe o que é flunfa? É o nome técnico da sujeira que se junta no umbigo, oriunda de tecidos, fragmentos de pele morta, gordura, suor e poeira. E como sabemos disso? Alguns especialistas estudaram umbigos por três anos para descobrirem a existência de uma espécie de pelo que atrai fiapos de algodão para o umbigo.

O químico Georg Steinhauser, que dirigiu o estudo, fez a descoberta após analisar cuidadosamente 503 fiapos que retirou do próprio umbigo. Diz o estudo que os pelos que as pessoas têm espalhados pelo corpo, principalmente ao redor do umbigo, possuem escamas que, para o químico, funcionam como pequenos ganchos que prendem a sujeira que desce pelo corpo durante um dia inteiro, muitas delas oriundas dos cabelos. Parece um absurdo, mas temos pelos que preferem recolher e acumular a sujeira do corpo. Minhas filhas diriam: - Ai que nojo!

Entretanto, deixadas especulações e ironias à parte, parece que os pecados são assim, como as flunfas. Eles vão se acumulando ao longo do dia sem que os percebamos, infiltrando-se em regiões aparentemente escondidas e protegidas e, de repente, quando menos esperamos, lá estão eles, aglutinados, formando uma mescla de pequenos ou grandes pedaços de mentira, discórdia, ira, orgulho, engano etc.

Parece que Tiago já sabia disso há quase 2 mil anos, quando escreveu que “cada um (...) é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte” (Tiago 1.14 e 15 - NVI). Pedaços de morte e sujeira é o que o pecado recolhe e acumula em nossas vidas.

Interessante é que retiramos as flunfas de nossos umbigos e as descartamos bem quietinhos, pensando que os outros vão achar que não tomamos banho. Porém, como é bom quando elas estão nos umbigos dos outros e então podemos ironizar que são eles os “porquinhos”. Ah! Os pecados...

Na pesquisa referida acima, há o curioso caso de Graham Baker. O médico australiano coleta constantemente amostras de flunfas e as guarda em potes desde 1984. O costume lhe rendeu um lugar no Guiness Book: a maior coleção de flunfa do mundo.

Como está nossa coleção? Como cristão, fico muito preocupado com o engano que eu mesmo exerço sobre a minha vida, quando tendo a esconder alguns fiapos de pecados e imagino que nunca ficarão aparentes ou serão revelados. E como é difícil olhar para o próprio umbigo.

Senhor! Não quero fazer parte do livro dos recordes, mas quero ter a certeza de que, mesmo que eu não possa negar que sou pecador, o sangue de Jesus Cristo me purifica de todas as “flunfas”. Ajuda-me, Senhor, a enxergar mais e a apontar menos.

Que Deus nos abençoe!

JOSIMAR DE ASSIS ROQUE JÚNIOR

Pastor da Igreja Batista Central de Rio Claro (SP)

josimaribc@gmail.com


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Técnicas e contribuições de um psicólogo para o Aconselhamento Pastoral de adolescentes



PDF Imprimir E-mail
Escrito por MARCELO QUIRINO
22-Apr-2009

Entre alguns adultos há uma visão preconceituosa sobre a fase da adolescência, considerada por muitos como a fase da rebeldia. Por outro lado, há também uma visão preconceituosa do adolescente com relação aos adultos, vistos como aqueles que estão na fase da tirania.

Uma visão preconceituosa é o resultado da outra. É o que se pode chamar de conflitos de gerações. Na verdade não passa de um conflito de comunicações, mas não se resume somente a isto apesar de começar por aqui.

Essa visão preconceituosa de ambos os grupos - adolescentes e adultos - é o que não permite uma aproximação saudável e empática entre indivíduos que estão nestas duas fases da vida. Por vezes se faz uma aproximação desgastante e nada eficiente.

Se o aconselhador de adolescentes quiser proporcionar um Aconselhamento Pastoral (AP) eficiente deve, em primeiro lugar, despir-se dos seus preconceitos sobre este grupo para depois permitir-se compreender esse mundo de conflitos entre uma personalidade em formação.


Reações emocionais na adolescência

Muitas vezes o adolescente reage à incompreensão de sua vida psicológica e à falta de uma comunicação empática que verse sobre seu desenvolvimento e necessidade de independência.

O adolescente reage ao cerceamento da sua individualidade. A individualidade está relacionada à inserção grupal, à identidade e à sexualidade. O adolescente requer autonomia para estar em um grupo que o aceite, requer uma identidade reforçada por esse grupo e ainda busca a descoberta de sua sexualidade como forma de contribuir com sua identidade.

Buscar essa inserção num grupo social e buscar autonomia para que esta inserção aconteça e haja uma aceitação grupal não é nada demais.

O problema começa quando essa aceitação num grupo social é resultado de uma incompreensão no seio da família ou quando essa necessidade de aceitação grupal se alia à construção de sua auto-estima ou de sua identidade.

Como o adolescente está em processo de formação de identidade e de individualidade há uma alta sugestionabilidade para grupos de comportamentos desviantes como reação à tirania do autoritarismo dos pais que não o compreendem de forma plena.


Objetivos do aconselhamento com adolescentes

Portanto, uma função do aconselhamento é proporcionar ao adolescente uma visão introspectiva sobre si mesmo. Possibilitar que o adolescente se esclareça dos fatores de sua psique que fornecem estrutura à sua personalidade.

O aconselhador deve permitir ao adolescente uma conversa sobre si mesmo e consigo mesmo. Uma conversa sobre seus sentimentos, seus pensamentos e seus grupos prediletos. Além de tratar de sua relação com a autoridade parental e as razões de suas reações indisciplinadas.

Como a necessidade de aceitação está nesse momento ligada à auto-estima, não ser aceito pelo grupo é sinônimo de queda na auto-estima ou de depressão. Por isso a relação de aconselhamento deve tentar desvencilhar a necessidade de aceitação grupal da auto-estima do adolescente.

Alguns comportamentos de desafio de autoridade podem estar dirigidos à aceitação num grupo específico como uma forma de reação à sua busca pela individualidade que está cerceada na relação com o responsável.

Portanto, o papel do aconselhador é o de proporcionar a aceitação do adolescente no seio da família, pois é isto o que ele busca por vezes.

Caso o adolescente não seja aceito dentro de casa, busca aceitação num grupo como forma de reagir à autoridade constituída. Esta aceitação diz respeito ao amor prático e genuíno que Jesus pregava.

Muitas vezes a atitude de desfiador e de rebeldia é resultado de uma reação quanto à inabilidade dos pais de o aceitarem como um ser em desenvolvimento rumo à individualidade.

Os pais o cerceiam por demais e uma reação explosiva do adolescente é o resultado de um pedido de socorro que visa buscar o seu auto-desenvolvimento psicológico.

O aconselhador deve trabalhar com os familiares para ajustar a assessoria dos pais em direção à busca da individualidade em formação.

O objetivo do aconselhador é equilibrar para que não haja autoritarismo demais e nem libertinagem em excesso no processo de educação. Este é um dos desafios do aconselhador para essa fase da vida do ser humano que é a adolescência.

O aconselhador deve proporcionar um desenvolvimento saudável da individualidade do adolescente. Para isso busca o desempenho de um papel de facilitador e de assessor amigável, que se utiliza de princípios e de diretrizes bíblicas como parâmetros para o desenvolvimento dessa individualidade em formação.


O aconselhador e a comunicação em família

Algumas famílias são aparentemente equilibradas psicologicamente, mas os adolescentes buscam caminhos de desafio às autoridades. Nesse caso específico um mecanismo de comunicação e de conscientização do processo de desenvolvimento psicológico do adolescente pode estar em falha.

Ter uma família equilibrada não é sinal de adolescente equilibrado e formado nos caminhos do Senhor. Muitos pais não erram na educação dos filhos, mas apenas não a apresentam de forma justa e presente com qualidade especifica na comunicação.

O adolescente precisa aprender a voltar os olhos sobre si e seus sentimentos para que saiba lidar com impulsos e com necessidades de aventuras desmedidas que desconsiderem as limitações dos responsáveis. O aprendizado da introspecção (auto-análise) precisa vir da família.

Neste caso, o papel do aconselhador é oferecer à família um canal de comunicação que verse especificamente sobre a psicologia daquele adolescente em formação, que verse sobre seus sentimentos, suas emoções e seus comportamentos.

Não ser entendido e compreendido pode ser um sinal de rebeldia futura. A adolescência é uma fase na qual a necessidade de comunicar-se sobre si mesmo é alta, visto que é um processo de desenvolvimento psicológico muito grande.

Elementos do infante e da vida adulta se misturam, portanto, um olhar sobre si e sobre a própria psique necessita estar presente para um desenvolvimento mais saudável. Por isso essa comunicação deve versar entre o adolescente e a família e entre o adolescente e ele mesmo através da introspecção.


O aconselhador e a sexualidade na adolescência

Há a descoberta da sexualidade nessa fase, e a conversa sobre o próprio desejo é fundamental. Pais devem educar os filhos desde crianças para que se tornem adolescentes com mais conhecimento sobre a sua própria sexualidade.

Conversar sobre sexualidade não é somente oferecer informações, mas sim pôr o adolescente em contato com o seu desejo e com a forma com que se relaciona consigo e com os outros do sexo oposto.

Em alguns momentos, a necessidade de encontrar um namoro está inserida na ausência de vínculos afetivos no seio familiar. Nestes casos específicos, a saída está na busca de uma relação amorosa para a construção de laços afetivos compensadores da ausência familiar.

É importante que o aconselhador busque orientar a família do adolescente quanto à educação sexual de seus filhos. A função desta tarefa não é apenas de informação, mas também de confrontação.

Isto possibilitaria ao adolescente pôr sob a fala alguma necessidade não satisfeita que é buscada inadequadamente numa relação amorosa.


Os vínculos entre aconselhador e adolescente

A natureza do laço social entre aconselhador e adolescente deve ser de amizade, de confiança e aceitação total de pensamentos, mas não de comportamentos - o que significa uma correção com amor e uma limitação com compreensão.

O entendimento da própria fase de vida é essencial. Para isso a técnica de espelhamento da fala, dos sentimentos e das emoções se torna útil. Adolescentes podem ser incompreendidos, visto que estão entre a responsabilidade da vida adulta e a saída da infância.

A rebeldia pode ser um sinal de busca pela autonomia. Deve-se lidar com isso através de conversa empática, mostrando que seu mundo é entendido e compreendido de forma total e eficaz.

Muitos conselheiros cristãos falham com o aconselhamento desta fase, pois não fazem o primeiro passo de forma eficaz: demonstrar que os conflitos e questões psicológicas do adolescente são totalmente compreendidos e aceitos.

Um mito é que o adolescente não permite que se discorde dele, sendo rebelde e indomável. Esta não é uma característica que pertence somente a ele, mas pode ser resultado de uma relação interpessoal ineficaz, na qual a empatia do adulto não está presente.

Perceber que o aconselhador está sendo empático é muito terapêutico para alguns adolescentes. Perceber que o adulto compreende, que entende totalmente a problemática apresentada por ele já pode ser uma boa garantia de que o comportamento desviante será corrigido.


O aconselhador e o comportamento rebelde

A empatia do aconselhador deve preceder a autoridade. Autoridade e empatia caminham juntas, mas em alguns casos se percebe o autoritarismo e a antipatia na família, o que pode gerar estados de rebeldia no adolescente. Muitas vezes esse comportamento rebelde é sinal de incompreensão somente.

Portanto, em alguns casos, se o adulto mostra-se na relação como um amigo empático, essa rebeldia talvez se dissipe. Por vezes esse estado de rebeldia se extingue quando o adulto se mostra empático e neutro, sem críticas, mas com uma autoridade amiga e justa que conversa sobre o importante.

Não é a discordância do aconselhador em relação às atitudes do adolescente que vai proporcionar o estado de rebeldia, mas, antes sim, a incompreensão de seu estado psicológico atual, não deixando claro que o entende de forma plena.

A necessidade de ser entendido e aceito é muito maior do que a necessidade de auto-estima por um grupo de fora da família. Portanto, alguns adolescentes vão buscar fora o que não possuem na família: a aceitação.

Isto pode ser o resultado da inabilidade de a família proporcionar ao adolescente um olhar sobre si mesmo e sobre seus sentimentos, ou seja, não saber conduzir o adolescente para uma análise desse seu período de vida.

Vale deixar claro que compreensão e empatia não são sinais de libertinagem e liberalidade quanto à educação dos adolescentes, mas, antes, sinal de amor e de aceitação. Isto é tudo o que é necessário para esta fase da vida.

Como há uma personalidade em formação os elementos da infância coexistem com os elementos da vida adulta. Responsabilidade e entretenimento coexistem. O aconselhador deve esclarecê-los deste momento, apresentando-os não como características conflitantes, mas sim em desequilíbrio.

Em alguns casos o AP com adolescentes visa suprir o que faltou na família, em outros momentos municiar a família e em alguns casos fazer o papel que a família não pode alcançar por ter a situação de rebeldia saído do controle.


O aconselhador e os adolescentes com transtornos específicos

Adolescentes vítimas de violências necessitam de um suporte emocional para elaborarem o trauma e para, junto com os responsáveis, darem o sentido correto dessa experiência invasiva que é o ato violento.

Não permitir que o adolescente forme pensamentos de generalização - tal como todos os adultos são violentos - é o objetivo de um AP com adolescentes vítimas de violências.

A assessoria emocional e psíquica de um adulto se torna necessária nesses casos. A evolução rumo à inserção social normal será lenta e gradativa e a simples presença de um adulto pode proporcionar o suporte de que precisa o adolescente.

Já adolescentes portadores de transtornos mentais específicos carecem tanto, quanto um adulto, de inserção social que vise o desenvolvimento de tarefas que proporcionem desenvolvimento da auto-estima e do sentido de pertença a num grupo específico.

Numa situação de adolescentes portadores de transtornos mentais específicos, a tarefa de um AP é a de assessorar a inserção grupal e o relacionamento entre eles de forma saudável.


Os desafios para o aconselhador de adolescentes

Por fim, se percebe que essa é uma fase de vida que é marcada por preconceitos mútuos de adolescentes e de adultos. Uma fase da vida incompreendida e não-aceita tal como é. Uma fase da vida na qual se pressiona para ser aquilo que ainda não se é e a se deixar de ser aquilo que não se abandonou por completo, a fase adulta e a fase infantil, respectivamente.

Aconselhar a adolescência é permitir-se parecer um pouco com eles, é permitir-se voltar no tempo e questionar-se sobre os conflitos específicos dessa fase e se despir dos preconceitos que cerceiam o entendimento integral dessa fase específica da vida humana.

Aconselhar adolescente é assessorar o seio familiar no processo de educação do adolescente e possibilitar que se estabeleça um olhar crítico sobre as mútuas formas de comunicação, que se crie entendimento genuíno e a aceitação do processo de mudança.

Portanto, são esses os três fatores que ficam sempre comprometidos na família quando há a presença de um adolescente: a comunicação familiar, o entendimento mútuo entre pais e filhos e a aceitação da autonomia do adolescente.

Restaurar isto é o objetivo principal de um aconselhador de adolescentes, o que se faz quando o aconselhador possibilita ao adolescente expressar seus medos, receios das mudanças pela qual está passando no momento.

O aconselhador deve permitir que o adolescente, a partir da análise das relações sociais que estabelece e a partir da análise sobre os próprios sentimentos e pensamentos, se perceba enquanto um ser em desenvolvimento de identidade.

Esta comunicação saudável deve permitir o esclarecimento dos contratos familiares, o entendimento deve proporcionar um contato mais próximo entre a vida afetiva de pais e filhos e a aceitação visa estreitar os laços familiares e dirimir o medo que os pais possuem de perder uma criança que agora se torna um adulto autônomo e portador das próprias escolhas.

MARCELO QUIRINO

Psicólogo e membro da PIB do Guarani, em São João de Meriti (RJ)

quirino@ufrj.br

Site do Autor: www.marceloquirino.com


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br